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Vacina quádrupla viral

Clínica de Vacinação / Vacina quádrupla viral

O que previne: a Vacina quádrupla viral previne o sarampo, a caxumba, a rubéola e a varicela.

Do que a Vacina quádrupla viral é feita:

Trata-se de vacina atenuada, contendo vírus vivos “enfraquecidos” do sarampo, da rubéola, da caxumba e da varicela (catapora). Assim como lactose anidra, sorbitol, manitol, aminoácidos, traços de neomicina e água para injeção. Além disso, contém traços de proteína do ovo de galinha usado no processo de fabricação da vacina.

 

Veja também:

Indicação:

  • A Vacina quádrupla viral está recomendada para crianças e adolescentes com menos de 12 anos em substituição às vacinas tríplice viral (SCR) e varicela. No entanto, apenas quando a aplicação destas duas for coincidente;
  • O Programa Nacional de Imunizações (PNI) adotou a vacina SCR-V para a aplicação da segunda dose da vacina SCR e dose única da vacina varicela.

Contraindicação:

  • Gestantes; pessoas com comprometimento da imunidade por doença ou medicação; história de anafilaxia após dose anterior da Vacina quádrupla viral ou então a algum componente;
  • A maioria das crianças com história de reação anafilática a ovo não tem reações adversas à vacina. Ainda que a reação não seja grave, não há contraindicação ao uso da vacina tríplice viral. Foi demonstrado, em muitos estudos, que pessoas com alergia ao ovo, mesmo aquelas com alergia grave, têm risco insignificante de reações anafiláticas. No entanto, o teste cutâneo não é recomendado, pois não consegue prever se a reação acontecerá. Mas, recomenda-se que estas crianças, por precaução, sejam vacinadas em ambiente hospitalar ou então outro que ofereça condições de atendimento de anafilaxia.

Esquemas de doses:

O sistema público disponibiliza, de rotina, uma dose de varicela apenas na apresentação SCR-V. Esta é aplicada aos 15 meses, nas crianças que já receberam a primeira dose de tríplice viral. Em relação à varicela, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) e a Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm) recomendam duas doses da vacina. Com intervalo de três meses, dessa forma: aos 12 meses e entre 15 e 24 meses de idade. Assim, essas doses coincidem com o esquema de vacinação da vacina SCR e, portanto, o uso da vacina SCR-V pode ser adotado.

Efeitos 

  • Em seguida à primeira dose, 22% indivíduos vacinados com a Vacina quádrupla viral têm risco de apresentar febre. No entanto, esse percentual cai para 15% quando da aplicação das vacinas em separado. O risco de convulsão febril é discretamente mais alto após a primeira dose, quando é feita com a vacina SCR-V, em comparação com as vacinas separadas. Desse modo, equivale a um caso a mais para cada 2.500 crianças vacinadas. Na segunda dose de SCR-V, essas diferenças não acontecem e a quantidade de eventos adversos é a mesma após a vacinação com uma ou outra apresentação;
  • Em 3% dos vacinados aparecem erupções na pele semelhantes às do sarampo. Esses sinais se instalam de cinco a 12 dias após a vacinação e então desaparecem em poucos dias sem deixar sequelas;
  • As reações locais acontecem menos de 0,1% dos vacinados e incluem, por exemplo, ardência, vermelhidão, dor e formação de nódulo;
  • Febre alta (maior que 39,5⁰C), que surge de cinco a 12 dias após a vacinação, com um a cinco dias de duração, pode ocorrer em 5% a 15% dos vacinados. Além disso, nesse caso, crianças predispostas podem apresentar convulsão febril, sem consequências;
  • Em 0,5% a 4% dos vacinados também ocorrem dor de cabeça, irritabilidade, febre baixa, lacrimejamento e vermelhidão dos olhos e coriza, de cinco a 12 dias após a vacinação;
  • Manchas vermelhas no corpo, sete a 14 dias após a vacinação, durando em torno de dois dias, aparecem em 5% dos vacinados;
  • Gânglios inchados aparecem em menos de 1% dos vacinados entre sete a 21 dias após a vacinação;
  • Todos estes sintomas gerais ocorrem, principalmente, após a primeira dose da vacina.

Outros eventos adversos

  • Inflamação das meninges (meningite), em geral benigna, pode ocorrer entre o 11º e o 32º dia após a vacinação. Além disso, uma inflamação do cérebro (encefalite) pode surgir entre 15 a 30 dias após vacinação. A proporção é de 1 milhão a cada 2,5 milhões de vacinados com a primeira dose;
  • A associação da vacina SCR com autismo está, de fato, descartada;
  • Manifestações hemorrágicas (púrpura trombocitopênica) foi descrita na proporção de um caso para de 30 a 40 mil vacinados, com evolução benigna entre 12 a 25 dias após a vacinação. No entanto, sua ocorrência contraindica doses subsequentes;
  • Dor articular ou artrite surge em 25% das mulheres após a puberdade, de um a 21 dias depois da vacinação. Essa reação é transitória, benigna e, portanto, não contraindica outras doses da vacina;
  • Inflamação das glândulas parótidas ocorre em 0,7% a 2% dos vacinados, de dez a 21 dias após a vacina;
  • A anafilaxia é muito rara e ocorre com mais frequência nos primeiros 30 minutos. Dessa maneira, contraindica doses subsequentes.

Cuidados antes, durante e após a vacinação:

  • Crianças que usaram medicamentos imunossupressores podem ser vacinadas, pelo menos, um mês após a suspensão do uso do medicamento;
  • Crianças em uso de quimioterapia para tratamento de câncer, ou outras drogas que causam imunossupressão, só podem ser vacinadas três meses após a suspensão do tratamento;
  • Crianças que receberam transplante de medula óssea só podem ser vacinadas de 12 a 24 meses após o procedimento;
  • Qualquer sintoma grave e/ou inesperado após a vacinação deve, sem dúvida, ser notificado ao serviço que a realizou;
  • Em caso de febre, deve-se adiar a vacinação até que ocorra a melhora;
  • Compressas frias aliviam a reação no local da aplicação;
  • Sintomas de eventos adversos graves ou persistentes, que se prolongam por mais de 24 a 72 horas (dependendo do sintoma), devem, de fato, ser investigados para verificação de outras causas.

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